Quinta-Feira, 14 de Dezembro de 2017

 
 
 
 
 
 

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O Brasil e os Grandes Eventos - Copa e Jogos Olímpicos

 
 

Uma visão sobre a Copa, Jogos Olímpicos e o “Gap Social”
Há 20 anos nosso país vem sendo administrado por presidentes advindos de partidos que se posicionam com tendências claras de centro esquerda para esquerda e foram eleitos pelo voto popular e com um amplo discurso socialista.
Bem, já se passaram 19 anos e continuamos sofrendo o impacto da falta de investimento adequado na educação e na saúde que formam a base da estrutura social de uma nação.
Quem é o culpado? A Copa do Mundo de Futebol de 2014, os Jogos Olímpicos de 2016 ambos a serem realizados no Brasil?
Em minha opinião está bastante claro. Os culpados são em ordem de responsabilidade, o eleitor que colocou no poder os pretensos socialistas e em segundo os próprios governantes que iludiram os eleitores e se apropriaram do direito de enganá-los e não cumprirem com suas promessas de campanha.
Não concordo com a forma com que os recursos investidos para a Copa do Mundo foram gerenciados, ou mal gerenciados com o superfaturamento dos gastos e com estádios sendo construídos fora de todos os parâmetros lógicos de suas futuras utilizações no após copa. Neste caso novamente aponto como culpados nossos governantes. Eles são a causa, os estádios são a consequência.
O povo brasileiro tem direito e querem sediar uma Copa e as Olimpíadas. Os investimentos para estes eventos nada tem com a falta de investimento em educação e saúde, pois eles não são excludentes. O país tem uma arrecadação mais que suficiente para garantir educação e saúde de primeiro mundo para sua população.
A verba que deveria ser destinada para diminuir o gap social que apresentamos perante os países que realmente se preocupam com o bem estar de seu povo está sim sendo desviada. Desviada para o pagamento dos milhares de empregos aos cargos de confiança do governo em suas falidas empresas estatais, para o gigantismo da máquina governamental incompetente, para a corrupção de nossos governantes e funcionários dos primeiros escalões da máquina pública, para os Valério-dutos e as Pasadenas da Petrobras. Estes são os concorrentes que disputam e sugam como ralos que são as verbas e a atenção que seriam destinadas ao social.
Temos que sair às ruas? Sim temos, porém para pedir mudanças, para pedir que saiamos da mesmice, para tirar do poder este bando que ai se instalou, para pedirmos novos líderes com novas ideias e propostas que nada tenham em comum com estes grupos que se revezam no poder nas últimas duas décadas.
Fico triste ao concluir estas linhas, pois em minha opinião nas próximas eleições nada irá mudar e o povo que critica a consequência e não a causa ira reeleger esta cambada por mais um mandato.

 
 

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Marcos Falcon


Falcon, ou simplesmente Marcola é consultor de empresas especializado em Recursos Humanos. Apaixonado pelo futebol de várzea e pela periferia de um modo geral, Diretor de Marketing da AEC Kauê é também Diretor de uma das equipes mais antigas e tradicionais do Futebol Amador (Falcão do Morro).